Rede filipina das mulheres

O Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, disse na quinta-feira que o aumento de casos de violação e agressão sexual em Davao deve-se ao facto da cidade da qual foi autarca durante mais de ... Se sua experiência com pinays se resume a prostitutas de internet, você nunca se permitiu experimentar, conhecer diferentes perfis, conhecer a verdade sobre a mulher filipina. Não seria possível generalizar ou dizer que 75% das filipinas são mal intencionadas, pois há milhões de filipinas quem são trabalhadoras, sinceras, amorosas e ... A atriz e modelo filipino-americana Liza Soberano vem em segundo lugar na lista das 10 mulheres mais bonitas. Esta estrela filipina jovem e bonita está entre os rostos mais lindos do mundo. Ela começou em uma série de séries de televisão e filmes, incluindo; Wansapanataym, Kung Ako’y Iiwan Mo, She’s the One, Must Be… O presidente das Filipinas também usou o discurso de segunda-feira para demonstrar, num tom irónico, a sua admiração pelas mulheres: “Eu amo as mulheres. É por isso que tenho duas esposas. As três mulheres das Filipinas que denunciaram os maus-tratos que sofreram no Brasil foram agenciadas pela Global Talent, empresa especializada em contratar domésticas estrangeiras. A companhia foi multada (valor ainda está sendo contabilizado) por irregularidades no processo de concessão de visto às trabalhadoras, segundo o Ministério do ... Segundo o senso de 2011, a maioria das mulheres se casa entre seus 20 e 24 anos e os homens entre os 25 e 29 anos de idade e eles logo querem ter um filho: conheço, por exemplo, dois casais que se casaram no primeiro semestre de 2013 e as esposas engravidaram durante a lua de mel. Com a idade de ouro do cinema, as mulheres filipinas passaram a se inspirar pelo jazz e pela beleza livre das atrizes. A maquiagem tornou-se mais dramática, com ênfase no brilho e no glamour. 1940. Durante a Segunda Guerra Mundial o Japão ocupa as Filipinas e recruta homens e mulheres para formar a Rebelião O presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, afirmou que é preciso disparar 'na vagina' de mulheres integrantes de um grupo terrorista do país, um comentário revelado nesta segunda-feira (12) e ... Por mais de 12 anos, milhares de homens e mulheres encontraram suas almas gêmeas em FilipinoCupid e compartilharam suas histórias com a gente. Confira as muitas histórias de sucesso aqui. Para uma experiência de namoro divertida, segura e unicamente filipina, cadastre-se grátis hoje.

Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

2019.12.14 18:16 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

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2019.12.14 18:13 JairBolsogato Dados são o novo Petróleo: num futuro próximo, seu histórico online vai destruir sua liberdade (não só para Chineses)

Todos os dias você voluntariamente fornece centenas de items de dados para empresas gigantes de bilhões de dólares.

No pior cenário possível, como todos esses dados poderiam ser usados ​​contra você se alguma empresa ou talvez o governo tivesse motivação para fazê-lo? A resposta pode ser aterradora.
Vamos dar uma olhada onde já estão usando os dados das pessoas para testar os limites dos direitos humanos: China.
A China é dirigida por um partido comunista e eles começaram a mostrar ao mundo o quão distópico um país pode se tornar na era digital. Você já deve ter ouvido falar sobre o sistema de crédito social atualmente sendo testado em toda a China. Essa idéia existe desde 2001 e espera-se que esteja totalmente operacional em toda a China continental até 2020, afetando e controlando 1,4 bilhão de pessoas.
Caso você não tenha ouvido falar disso, aqui está uma rápida descrição: cada cidadão recebe uma pontuação de crédito social que é semelhante à pontuação de crédito financeiro que temos no Ocidente que aria de 350 a 950. O cidadão pode aumentar sua pontuação de crédito social realizando boas ações, como denunciando crimes, doando sangue e executando feitos heróicos (e o que eles consideram heróico?).
Mas a pontuação cairá se o cidadão passar a cometer crimes, atravessar o cruzamento com sinal vermelho, falar alto em público ou jogar pontas de cigarro ou fruta no chão. Mas isso fica ainda mais assustador ao vermos que o objetivo é que todo o sistema seja automatizado e a China está trabalhando com empresas privadas para desenvolver ativamente sistemas de Inteligência Artificial que monitoram cidadãos 24 horas por dia online e offline.
A China atualmente possui a maior rede de câmeras do mundo, com mais de 200 milhões de câmeras atualmente instaladas em todo o país e o governo diz que pretende aumentar para 600 milhões até 2020. Mas esse sistema de câmeras da China tem uma diferença perturbadora, pois é alimentado por inteligência artificial. O sistema na China pode reconhecer rostos em uma fração de segundo e combiná-lo com um enorme banco de dados de mais de um bilhão de pessoas.
Ele pode até reconhecer o que as pessoas estão fazendo em tempo real, se estão atravessando a rua ilegalmente, se eles estão discutindo com alguém que a câmera reconhece e, se detectar tal atividade, pode deduzir automaticamente alguns pontos da pontuação de crédito social dos indivíduos. As câmeras são capazes de reconhecer os números das placas e podem fazer exatamente o mesmo por mau comportamento ao dirigir.
O sistema de crédito também abrange processadores de pagamento chineses, como o Ali Pay, que ajudaram o governo a desenvolver algoritmos que podem ajustar automaticamente a pontuação de crédito social de um indivíduo com base no seu padrão de consumo, por exemplo, se alguém compra regularmente cerveja e pode indicar que é alcoólatra. Assim, os pontos também serão deduzidos pela compra de muitos videogames e cerveja se forem uma grande parte do gasto mensal (isso me deixaria completamente ferrado!)
Se uma mulher comprar fraldas, de acordo com o governo, isso indica personalidade responsável e, assim, sua pontuação de crédito social receberá um impulso automático. Se um indivíduo se casa com alguém com uma pontuação de crédito social mais baixa do que ele, a pontuação mais alta é puxada para baixo.
Como você pode imaginar, esse sistema aterrorizante atua no mundo on-line. O governo chinês monitora as postagens de mídia social e a atividade de navegação na web de todos os seus cidadãos. Se eles postarem algo negativo sobre a China ou o Partido Comunista, sua pontuação será reduzida da mesma forma que qualquer atividade on-line que a China julgue negativa, como enviar posts com raiva ou simplesmente visitar os vários sites, isso colocará marcas negras nos registros com baixa pontuação.
As pessoas com classificações de crédito social baixas são expostas e envergonhadas em grandes outdoors digitais públicos em shopping centers, nas estações de trem. Eles mostram os nomes dos rostos dos residentes locais com as pontuações mais baixas. Existe até um aplicativo móvel que mostra os nomes e os locais de qualquer pessoa com uma pontuação baixa. Na sua vizinhança em tempo real, os chamados cidadãos-modelo serão venerados em outdoors nas praças da cidade.
Se a pontuação de crédito social cai abaixo de um certo limite, o cidadão é automaticamente colocado em uma lista negra. Esses indivíduos são proibidos de comprar bilhetes de trem ou avião. Eles não podem solicitar um empréstimo ou alugar um apartamento. Talvez nem consigam mais serviço de telefone e mídias sociais pois as contas são fechadas.

Eles são efetivamente forçados para fora da sociedade e se tornam prisioneiros dentro de sua própria casa, geralmente sem cometer nenhum crime.

Outra parte assustadora do sistema de crédito social da China não é o sistema em si, mas como o povo da China parece aceitar isso abertamente. Sempre que jornalistas ocidentais entrevistaram cidadãos chineses tudo o que eles faziam era elogiar o quanto isso melhorou suas vidas e a comunidade. Chineses que escaparam do sistema contam uma história completamente diferente e ainda mais distópica. Falar negativamente sobre o sistema é motivo para represálias.
Todo esse sistema naturalmente parece mais totalitário para qualquer ocidental, porque somos criados com liberdades genuínas e uma mentalidade individualista, enquanto a China tem uma história do estado governando com punho de ferro e o povo é criado com uma mentalidade coletivista onde o estado é priorizado sobre qualquer indivíduo.
Não se sabe se um sistema de crédito social seria ou não implementado no Ocidente por causa dos direitos humanos básicos. Todos esperamos que não seja, mas...

...a quantidade de dados que você entrega voluntariamente para as empresas do Vale do Silício todos os dias significa que eles têm um retrato digital de quem você é prontinho para ativar um sistema de crédito social.

Amanhã, se eles ou o governo desejarem, o Google conhece seus movimentos, o que você procura e que tipo de vídeo você gosta de assistir. O Facebook sabe quem são seu amigos e familiares, os sites que você visita, seus gostos e o que você detesta, suas esperanças e temores. Google, Apple e Facebook conhecem seus hábitos exatos de consumo, dependendo de você ter vinculado seu cartão a qualquer um dos serviços deles e isso é apenas a superfície do problema.
Algoritmos complexos de IA podem ser usados por essas empresas para extrair dados sobre você que nem mesmo você sabe sobre si mesmo. Eles podem prever quando as mulheres estão grávidas com base nas compras recentes, às vezes antes que a mãe saiba. Podem prever onde você está indo de férias antes mesmo de pensar em fazer uma reserva.
A China difere ideologicamente do Ocidente por usar todos esses dados pessoais para dar ao Estado maior controle sobre o povo, mas os EUA e a maior parte da Europa usam esses mesmos dados para vender produtos para pessoas, o que eu acho que é um pouco melhor do que colocar pessoas na maior prisão a céu aberto do mundo.
Você deve ter notado como os chamados anúncios personalizados seguem você pela web. Se você assistir a um vídeo no YouTube sobre o smartphone mais recente, será bombardeado com anúncios desse telefone durante a próxima semana. Os anúncios podem ter anunciantes assustadoramente específicos - se quiserem podem optar por segmentar os anúncios para donas de gatos com excesso de peso que moram em uma determinada rua e de idades entre 50 e 54 anos e têm uma preferência secreta pelos MCs Jhowzinho & Kadinho.
Acredite ou não, essa é apenas a ponta do iceberg nas próximas décadas. A publicidade se tornará mais direcionada a você e mais integrada ao longo de sua vida cotidiana, chegando ao ponto em que não dá pra saber o que é e o que não é um anúncio no caminho do seu trabalho. Se você comeu cereal da marca X de manhã, o anúncio saberá disso e, amanhã, vai sugerir você experimentar o cereal da marca Y.
Além disso, seu SmartWatch continuará coletando pistas biométricas para saber como você se sentiu e onde quer que você tenha respondido positiva ou negativamente. Essas informações serão automaticamente transmitidas para que eles saibam se devem ou não mostrar um anúncio ou anúncios semelhantes novamente no futuro. Não importará o que você deseja, mas serão baseados em suas emoções e em como você se sente dia após dia, minuto a minuto.
A tecnologia inteligente e vestível provavelmente será capaz de dizer quando você está tendo um bom dia e quando você você está se sentindo um pouco desanimado e seu humor afetará a publicidade que você recebe em tempo real. Se você estiver otimista e extrovertido, poderá receber anúncios de espetáculos teatrais locais, mas se não estiver com disposição para sair naquela noite, provavelmente receberá anúncios de um novo filme que você pode alugar na sua Smart TV, talvez ao lado de outro anúncio de pizza.
Mas e se seus dados forem usados ​​para mais do que anúncios?

A primeira maneira que seus dados poderiam ser - e já estão sendo - usados ​​contra você é no sistema judicial.

Os depoimentos de testemunhas oculares estão repletos de questões que comprovadamente não são confiáveis ​​por vários motivos, mas o que é extremamente confiável é que a polícia de dados digitais está cada vez mais usando dados coletados de telefones de pessoas e vários dispositivos inteligentes para coletar evidências.
Em um caso judicial recentemente uma mulher na Pensilvânia acusou um homem de estuprá-la durante o sono, mas quando a polícia examinou os registros de dados de sua pulseira Fitbit, revelou que ela estava acordada e passeava no momento em que relatou que o estupro aconteceu. Em vez de o homem ser acusado a mulher foi acusada de falsas denúncias e adulteração de provas. Se não fosse por seu Fitbit, ela poderia ter se safado.
No Ocidente, os bancos e várias empresas financeiras já usam um sistema de pontuação de crédito para decidir se empresta ou não dinheiro a um indivíduo, mas é bastante unidimensional. Ele verifica seu histórico de endereços, seu histórico de votação e o quão bom você tem sido em pagar empréstimos no passado.
Mas há uma nova agência de referência de crédito aos credores, uma empresa sediada em Cingapura que atualmente opera apenas em economias emergentes como o México, Filipinas e Colômbia. Se for um modelo mais lucrativo que o das indústrias tradicionais de pontuação de crédito, será difícil impedir que ele entre nos demais mercados.
Em vez de analisar seus empréstimos, ele analisa seu círculo social, olha de quem você é amigo, o que eles fazem, vê seus hobbies e comportamentos. A idéia é que, se você se cerca de pessoas de "mau viver" (de má reputação, envolvidos em crimes, etc), é menos provável que você seja financeiramente responsável e pague seu empréstimo e assim receberá uma pontuação de crédito baixa.
Mas se o seu círculo de amizades consistir de médicos e advogados que se reúnem no fim de semana, você receberá as melhores notas e a maior pontuação de crédito. Esse tipo de Big Data social continua a entrar no mundo da tecnologia financeira.
Ficará cada vez mais difícil diferenciar do que a China está fazendo agora e aqueles que sofrerão mais serão os jovens de hoje, a próxima geração.
Todos que passaram a maior parte de sua infância no milênio anterior (antes de 2000) só começaram a usar as mídias sociais depois de atingirem a idade adulta. Portanto, a maioria dos dados que eles inseriram na nuvem ameaçadora foi depois da adolescência e esse é o grande problema.
A grande maioria dos dados nunca desaparece. É possível ver os seus tweets e posts no Facebook e e-mails de há mais de 10 anos. Mesmo que você exclua suas contas, elas geralmente permanecem em um servidor em algum lugar do mundo sempre à espreita de sua vida.

A idade em que você começou a publicar on-line importa na questão dos seus dados serem usados ​​contra você por um simples motivo: todos somos bastante idiotas quando adolescentes.

Quando você tem 15 anos e acha que sabe tudo, cada publicação de mídia social sua, aos seus olhos é uma obra-prima para as massas. Então você chega aos 20 anos, olha para trás em todas essas postagens e se encolhe dolorosamente ao ver seu antigo eu.
Agora as mídias sociais e a Internet se tornaram uma parte tão intrínseca da sociedade que é quase impossível que uma criança cresça sem estar um pouco imersa nelas. Hoje, os jovens vivem toda a infância on-line, todas as conversas e atos desde a infância, idade adulta e além estão conectados à esfera dos dados por toda a eternidade, ao contrário da prévia geração.

Os jovens de hoje vão crescer com uma enciclopédia de material embaraçoso e condenador, que eles ou qualquer outra pessoa pode olhar para trás com uma simples pesquisa na Internet.

Isso já está sendo usado agora. Algumas empresas de seguros de saúde estão vasculhando a mídia social das pessoas para verificar se alguma vez postaram sobre ou aludiram a problemas de saúde mental. Mesmo que tenham feito um tweet negativo 10 anos atrás sobre seu estado mental, poderão ter recusada cobertura d​​o seguro de saúde ou serão cobradas uma taxa extra pesada.
Já há pesquisas revelando que pelo menos 70% dos empregadores usam as mídias sociais para selecionar candidatos a emprego. Você poderia recusar um emprego simplesmente porque você fez um post que poderia ter sido considerado racista quando você tinha 14 anos, mesmo que aquela pessoa fosse uma mera sombra da pessoa que você é hoje adulto.
A parte mais assustadora é que esse processo de triagem se tornou completamente automatizado usando a IA. Algumas startups desenvolveram esses algoritmos e já têm serviços on-line que os empregadores podem usar para fazer uma verificação abrangente dos antecedentes sociais de qualquer pessoa simplesmente digitando seu nome. O relatório ainda inclui uma pontuação de confiança gerada por computador.
Isso não apenas lembra da pontuação de crédito social da China, mas é só uma amostra do que é possível usando seus dados e ficará mais intenso e mais controlado à medida que os algoritmos melhorarem e os tesouros de dados se aprofundarem nos próximos anos.
Dados são o novo petróleo. Mais legislação pode ser necessária para transferir a propriedade dos dados das corporações para os indivíduos que os fornecem, mas até isso acontecer (se é que vai acontecer), cabe a você e a si próprio proteger seus próprios dados e decidir se é realmente importante postar fotos das suas refeições mais recentes.

Daqui a cinco anos você poderá estar lutando para limpar seu registro online.

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2018.10.02 16:32 Br2the416 Alô, companheiros de elite

Ricardo Semler, Folha de S. Paulo 02/10: https://www1.folha.uol.com.bopiniao/2018/10/alo-companheiros-de-elite.shtml?loggedpaywall

Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas

Na Fiesp, quando eu tinha 27 anos e era vice do Mario Amato, convidávamos outsiders para uma conversa no bar. Chamei o FHC, que estava na mídia com a pecha de maconheiro. Chamamos os 112 presidentes de sindicato, vieram 8. Ninguém topava falar com "comunista". Alguns anos depois, fui ao Roda Viva para alertar contra a eleição do Collor, queridinho passional das elites.
Recentemente, realcei que a ida das elites à Paulista para derrubar a Dilma equivalia a "eleger" o Temer e seus 40 amigos. Ninguém da elite quis ir às ruas para pedir antecipação de eleições. Erraram feio, como no passado, ou como quando deram as chaves da cidade ao Doria. Quanta ingenuidade.
Agora, estremeço ao ouvir amigos, sócios e metade da família aceitando a tese de que qualquer coisa é melhor do que o PT. Lá vamos nós, de novo. As elites avisaram que 800 mil empresários iriam para o aeroporto assim que Lula ganhasse. Em seguida, alguns dos principais empresários viraram conselheiros próximos do homem.
Sabemos que, em vencendo Haddad, boa parte da Faria Lima e da Globo se recordará subitamente que foi amiga de infância do Fernandinho --"tão boa pessoa, nada a ver com o Genoino, gente!".
A reação de medo e horror da esquerda, Ciro incluso, é ignorante. Vivemos, nós da elite, atrás de muros, cercados de arames farpados e vidros blindados, contratando os bonzinhos das comunidades para nos proteger contra favelados. Oras, trocar vigias com pistolas por seguranças com fuzis é um avanço? Ou é melhor aceitar que o país é profundamente injusto e um lugar vergonhoso para mostrarmos para amigos estrangeiros?
Vamos continuar na linha do projeto Marginal, plantando ipês lindos para desviar a atenção do rio?
​Não compartilho com os pressupostos ideológicos do PT e —até pouco— fui filiado a um partido só, o PSDB. Nunca pensei em me filiar ao PT, nunca aceitaria envolvimento num Conselhão de Empresários, por exemplo.
Apenas reconheço que as elites deste país sempre foram atrasadas, desde antes da ditadura, e nada fizeram de estrutural para evitar o sistema de castas que se instalou.
Nenhum de nós sabe o que é comprar na C&A e ser seguido por um segurança para ver se estamos para roubar, por sermos de outra cor de pele. Todos nós nos anestesiamos contra os barracos que passamos a caminho de GRU, com destino à Champs Élysées.
Este é um país que precisa de governo para quem tem pouco, a quase totalidade dos cidadãos. Nós da elite, aliás, sabemos nos defender. Depois do susto, o dólar cai, a Bolsa sobe, e voltamos a crescer. Estou começando três negócios novos neste mês.
Qual de nós quer pertencer ao clube dos países execrados, como Filipinas, Turquia, Venezuela? É um clube subdesenvolvido que foi criado à força, mas democraticamente, bradando segurança e autoridade forte. Soa familiar?
Quem terá coragem, num almoço da City de Londres, de defender a eleição de um capitão simplório, um vice general, um economista fraco e sedento de poder, e novos diretores de colégio militares, com perseguição de gays, submissão de mulheres e distribuição de fuzis à la Duterte?
Lembrem-se desta frase do Duterte, a respeito de uma australiana violentada nas Filipinas: "Ela era tão bonita —eu deveria ter sido o primeiro". Impossível imaginar o Bolsonaro dizendo isso?
Colegas de elite, acordem. Não se vota com bílis. O PT errou sem parar nos 12 anos, mas talvez queria e possa mostrar, num segundo ciclo, que ainda é melhor do que o Centrão megacorrupto ou uma ditadura autoritária. Foi assim que a Europa inteira se tornou civilizada. Precisamos de tempo, como nação, para espantar a ignorância e aprendermos a ser estáveis. Não vamos deixar o pavor instruir nossas escolhas. O Brasil é maior do que isto, e as elites podem ficar, também. Confiem.
Ricardo Semler
Empresário, sócio da Semco Style Institute e fundador das escolas Lumiar; ex-professor visitante da Harvard Law School e de liderança no MIT (EUA)
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